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Por Tati...

Como minha resposta aos comentários do último post estava ficando um pouco "exagerada", resolvi expresar minha opnião usando outro post. Acho que isso facilita um poucoa leitura (ah, é o que eu penso!).

respondendo:

Acho que isso tudo tem muito a ver com a moral. Pois são os costumes de cada comunidade que vão imprimir características especiais ao modo de e agir e de pensar de cada pessoa. Uma vez que por mais que tentamos "fugir do padrão" ainda assim não conseguimos nos desfazer de certos princípios morais, muitos deles impostos quando éramos criança. Acho que assim como o Higor disse, vivemos em meio de valores que funcionam como regras de convivência. A sociedade não conseguiria viver com uma certa "ordem" se não fosse esses valores ou até mesmo algumas analogias (ex: criação de Deuses pra ilustrar o que é certo e errado). Agora sobre o pensamento individual, acredito que exista em parte. Já que são raros os que conseguem pensar em algo realmente novo ou ser totalmente diferente do que o mundo nos impõe. No mais, somos uma mistura de pensamentos, conceitos e vivências, que, por vezes resultam em algo superficialmente diferente, ...porém nunca novo!
Deixo como complemento uma poesia do Ferando Pessoa:

"Não sei quem sou, que alma tenho.
Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo.
Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)...
Sinto crenças que não tenho.
Enlevam-me ânsias que repudio.
A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta
traições de alma a um carácter que talvez eu não tenha,
nem ela julga que eu tenho.
Sinto-me múltiplo.
Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos
que torcem para reflexões falsas
uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas.
Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor,
eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias,
em mim,incompletamente,
como se o meu ser participasse de todos os homens,
incompletamente de cada (?),
por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço."

(Fernando Pessoa)


Acho que a poesia explica um pouco. (ou confunde mais)

6 opiniões..:

  Higor

9 de junho de 2009 às 19:44

Tati:
Acho que você conseguiu colocar um pouco de clareza no que eu estava pensando sobre o assunto , principalmente da parte do pensamento individual de uma pessoa o que acabei de concordar no post anterior.

  Daniely

10 de junho de 2009 às 11:51

eu amei esse poema, explica bastante o assunto, concordo com ele.

"Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos
que torcem para reflexões falsas
uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas."
assim são os pensamentos (?) oq os outros pensam voltam de forma retorcida como os nossos pensamentos.
nós não somos capazes de criar coisas realmente novas, uma pessoa só pensou em voar porque viu um pássaro voando, apenas pegamos oq outro pensou e melhoramos-ou não. e é justamente isso q me revolta.

  Daniely

10 de junho de 2009 às 11:55

"Sinto crenças que não tenho.
Enlevam-me ânsias que repudio."
antítese (?) adoro isso!

  Tati

10 de junho de 2009 às 18:34

Também adoro esse poema (não sei diferenciar poesia de poema), tem muito a ver comigo ... com essa idéia de poder ser um pouco de cada sintetizado num "eu postiço". Sou exatamente isso! (acho que todo mundo é!)

Então, até que enfim concordamos!
(né Daniely?! Pelo visto vencemos seus argumentos. Uhuhh!!rsrs)

  najla rodrigues swan

11 de junho de 2009 às 21:48

poesia: qualquer texto(rimando ou nao) que possua sentimentos e emoçoes.
poemas: textos feitos em versos que rimem

  Daniely

12 de junho de 2009 às 10:29

brigada pela definição Najla. Tati, vcs não venceram meus argumentos, não exatamente. mas eu vou mudar de assunto, pke cansei desse.
bjos

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